Minha opinião sobre o Ensino Médio e Organização

08-04-2017 11:17

As aulas deverão ocorrer de segunda a sexta feita com 5 horas e 20 minutos por dia. Sendo dividido esse tempo em 6 aulas de 50 minutos cada. Sempre de duas em duas de cada matéria (100 minutos por disciplina) e depois um intervalo de 10 minutos a cada duas aulas de 50 minutos. Seriam 30 aulas por semana.

Um exemplo de uma grande curricular para o  Primeiro ano do Ensino Médio não Integral:

4 aulas de matemática, 4 aulas de português, 2 aulas de física, 2 aulas de química, 2 aulas de biologia , 2 aulas de história, 2 aulas de geografia, 2 aulas de Inglês, 2 aulas de Filosofia, 2 aulas de Ed. Física, 2 aulas de Ed. Artística, 2 aulas de Psicologia Social, 2 aulas de Direito Constitucional.

Um exemplo de uma grande curricular para o  Segundo  ano do Ensino Médio não Integral:

4 aulas de matemática, 4 aulas de português, 2 aulas de física, 2 aulas de química, 2 aulas de biologia , 2 aulas de história, 2 aulas de geografia, 2 aulas de Inglês, 2 aulas de Sociologia, 2 aulas de Ed. Física, 2 aulas de Ed. Artística, 2 aulas de Meio Ambiente e Cidadania, 2 aulas de Direito Civil.

Um exemplo de uma grande curricular para o  Terceiro  ano do Ensino Médio não Integral:

 4 aulas de matemática, 4 aulas de português, 2 aulas de física, 2 aulas de química, 2 aulas de biologia , 2 aulas de história, 2 aulas de geografia, 2 aulas de Inglês, 2 aulas de Ciência das Religiões, 2 aulas de Ed. Física, 2 aulas de Ética, 2 aulas de Conduta e Legislação de Trânsito, 2 aulas de Direito Penal.

Observação Importante:

1ª) As matérias de Conduta e Legislação de Trânsito,  Ciências das Religiões, Meio Ambiente e Cidadania, Direito Penal,  Direito Civil, Direito Constitucional, Ética e  Psicologia Social são matérias  básicas que a  vida vai cobra de qualquer cidadão.

2ª) Modelo Matutino e Vespertino: As aulas deverão ocorrer de segunda a sexta feita com 5 horas e 20 minutos por dia, das 7:00 ás 12:20 e das 13:20 ás 18:40 . Sendo dividido esse tempo em 6 aulas de 50 minutos cada. Sempre de duas em duas de cada matéria (100 minutos por disciplina) e depois um intervalo de 10 minutos a cada duas aulas de 50 minutos. Seriam 30 aulas por semana.

Modelo Noturno: As aulas deverão ocorrer de segunda a sexta feita com 3 horas e 30 minutos por dia, das 19:20 ás 22:50. Sendo dividido esse tempo em 4 aulas de 50 minutos cada. Sempre de duas em duas de cada matéria (100 minutos por disciplina) e depois um intervalo de 10 minutos a cada duas aulas de 50 minutos. Seriam 20 aulas por semana. Porém perderia diversas matérias, como as matérias de Conduta e Legislação de Trânsito,  Ciências das Religiões, Meio Ambiente e Cidadania, Direito Penal,  Direito Civil, Direito Constitucional, Ética,  Psicologia Social, Educação Física e Educação Artística.

3ª) Dentro desse modelo de horários, possibilita que os professores fiquem fixo nas salas e os alunos é quem trocam de sala dentro desse intervalo de 10 minutos. Isso tem um enorme ganho de qualidade de ensino, uma vez que o professor fixo na sala, a prepararia para aula do dia, como por exemplo, em uma aula de experiência de ciência. Além disso, a sala teria armários de professor onde os mesmo guardariam os materiais de recurso de aula da disciplina.  Agora imagina um professor na maior boa vontade carregando um quite de química dentro de uma mala e bacia e baldes para um lado e para outro, descendo e subindo escada, com água nesses recipientes, trocando de sala pelo modelo atual de sistema de aula, onde são os professores que troca de sala, e não os alunos.  Isso é um exemplo dos professores de ciências! Poderíamos citar os professores das áreas sociais que tendo de lança mão de recursos áudio visuais, pegam um projetor portátil e umas caixas de som de computador, um notebook e monta tudo bonitinho dentro da sala, depois de 40 minutos tem que desmontar tudo para passar para outra sala em 40 minutos.  Ou seja, isso é inviável. Porém, se os mesmo estiverem fixos na sala, certamente cegaram mais cedo e prepararam a sala para aula, pois a sala é como se fosse dele.   

4ª) Do material didático dos alunos: a deficiência que os alunos enquanto nas matérias escolares podem ser supridas se existem kits de apostilas autoexplicativas e contendo bastantes exercícios resolvidos, e caderninhos de exercício divididos por disciplina e subdivido em módulos de conteúdo de cada matéria, por  exemplo, P.A, P.G, Matrizes, Determinantes, com  baterias de exercícios que vão do básico ao avançado. Sendo que, cada resolução de conteúdo dos caderninhos pelo aluno é contada pontos somatórios a sua nota. Isso não desmerece o trabalho e a função do professor uma vez que, o professor não estaria 24 horas com o aluno para tirar suas dúvidas e a apostila sim.
 
Friso aqui, que não existe qualidade de ensino, principalmente no noturno, se não existir  Kit de apostilas e cadernos de exercícios nos moldes citado.

5ª) Acredito que o Ensino se discutido com a sociedade amplamente e com especialistas que apontem os problemas e soluções é a melhor saída para sua qualidade e cumprimento do seu dever de formação do cidadão que deverá ser entregue a sociedade.

 

Recomendação de Leitura Escolar:

- A LADEIRA DA SAUDADE;  O MUNDO DE SOFIA; O LIVRO DE OURO DAS RELIGIÕES;  DEPOIS DAQUELA VIAGEM; TRISTÃO E ISOLDA; A CARTOMANTE; CONTOS AFRICANOS DOS PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA.
 
- O RETRATO DE DORIAN GRAY; DOM QUIXOTE; DUDA CATA TUDO; O CHAMADO DO MONSTRO; AMARGA HERANÇA DE LÉO.

- A ODISSEIA;  COMÉDIAS PARA SE LER NA ESCOLA;  UMA GARRAFA NO MAR;  SOZINHA NO MUNDO.

- A ILHA PERDIDA; LADRÕES DE HISTÓRIAS;   KAFKA E A BONECA VIAJANTE; OU ISTO OU AQUILO.

- MAIS RESPEITO, EU SOU CRIANÇA!; PLANETA CORPO;  GUIA ECOKIDS – ANIMAIS BRASILEIROS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO; COISA QUE TODO (A) GAROTO (A) DEVE SABER.
 

 

Observação importante sobre a Base Nacional Comum Curricular 

 

Ter uma base de alta qualidade é fundamental para reduzir a desigualdade educacional brasileira.  A Base Nacional Comum Curricular é um dos poucos instrumentos de política pública que podem transformar um sistema educacional de forma abrangente. Porém, ela não foi bem debatida e foi aprovado as pressas ( sem um amplo debate com diversas partes e seguimentos, através de fóruns e câmaras temáticas, e sintetizado aos poucos) pelo Novo Conselho Nacional de Educação feito pelo Governo Temer, pois ele dissolveu o Real Conselho Nacional de Educação que era da Presidente Dilma Rousseff. Essa Base Nacional Comum Curricular aprovada pelo MEC – Governo Temer  é uma aposta arriscada, pois se não houver recurso para implementação e formação de professores, corremos o risco de desorganizar um sistema que já é ruim, e aprofundar diferenças. Não há milagre, não se faz melhora educacional só escrevendo um documento, é preciso um investimento massivo, de bilhões de reais por cinco ou dez anos, com gente tecnicamente habilitada para fazer a coisa funcionar. Resumidamente, ela tange ao fracasso.  

 

Detalhe: Das 3 mil e tantas  horas do ensino médio só Mil e tantas horas são obrigatórias, o resto é opcional. Então, o resto que falta para completar as 3 mil e poucas horas dificilmente terá professor para dar aulas, pois a baixa procura pela matéria e os baixos salários por hora aula para o professor inviabilizará tudo isso. Tudo isso se agrava mais pela falta de investimento. Quando eu uniformizo de certa forma o sistema, eu garanto pouco investimento e formação de qualidade, ao contrario do sistema opcional, que eu preciso gastar muito para formar alunos com qualidade e garantir professores para cada matéria. O famoso sistema engessado, por tanto, garante dar ensino e qualidade com pouco investimento com matérias necessárias para formar o ser cidadão.  

 

Porém, temos que ter o seguinte em mente: Educação precisa ser significativa para o aluno, como dizia Paulo Freire. Não se pode aprender ciências em Manaus e em São Paulo da mesma forma, mas há tópicos e ideias geradoras que são comuns em qualquer lugar. A Base Nacional Comum Curricular precisa seguir a tendência internacional de bases que focam em poucos tópicos, vistos de forma mais profunda, em vez de uma lista de 150 conteúdos superficiais que o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende. E esses tópicos geradores podem ser adaptados pelos Estados e municípios de acordo com a sua realidade.

 

Na Amazônia, talvez haja ênfase nos estudos da vegetação, em São Paulo, na poluição. Mas esse processo de adaptação precisa de um assessoramento muito bom, a capacidade técnica de criar currículos adaptados é rara na maioria dos municípios.  Ou seja, se essa nova Base Nacional Comum Curricular não tiver apoio massivo  de ajuda Federal, principalmente, as desigualdades regionais serão exacerbadas. 

 

Detalhe: Isso vale para todas as matérias. Ou seja, ao ensina-las, deve os professores e os meios que eles têm em mãos tentar envolver a realidade e o cotidiano em que os alunos vivem com a matéria ensinada. Isso é a grande chave para prender a atenção deles em cima desse ensino. Isso não torna o ensino chato, maçante e sem sentido para sua vida. 

 

Deixo aqui um mero exemplo disso! No caso aqui, lançasse mão de um recurso de apresentação de slide animado para prender a atenção dos alunos, não deixar o conteúdo maçante e chato ao se explicar um conteúdo da ciência:

 

Apresentação Animada Conteúdo de Física - Dinâmica, Estática e Partícula.pps (1073152)

 

Lembrando aqui que, o projetor é uma verdadeira pedra de torque para o ensino! Por exemplo, as escolas públicas não têm laboratórios de Física e Química, então o professor com seu Notebook e usando um Software (programas de computador que simulam experiência sem precisarem ir para um laboratório para realizar) simula  experiências e mostra para os alunos no projetor. Ou realiza experiência química ou física na casa dele, filma e mostra o vídeo no projetor para os alunos. Se a sala for fixa da matéria (o professor não fica trocando de sala durante o turno de aulas), então o professor pode chegar mais cedo, trazer da sua casa um Projetor (portátil ou de mesa), Notebook, uma caixinha de som e uma tela de tecido branca de projeção para pendurar na frente da lousa e montar tudo e regular tudo e ajustar tudo e prover aos alunos que entrarem na sala para ter aula daquela matéria um conteúdo que possam aprender  e  terem interesse por esse conteúdo  que está sendo ensinado.

 

Outra coisa, para mim  (Pensador e Cientista da Educação Brasileira) e para muitos outros  Pensadores da Educação, o Ensino Médio sempre foi parte da Educação Básica que deve visar forma um cidadão para sociedade, aprofundando os conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, os preparando para etapas posteriores da vida e ajudando eles a lidar com os problemas que a vida em sociedade e fora dela irá apresentar para eles . Coisas diferentes devem ser vistas em uma formação técnicas em período de aula oposto de sua escola básica, como por exemplo, a formação em uma Escola Técnica. Se a Escola de Formação Básica falhar na tentativa de forma um cidadão para sociedade, o resultado é o que vocês vêm nos jornais e ao longo de suas vidas. Já forma um profissional é reponsabilidade das Escola Técnicas. Mistura essas coisa podem resultar em graves problemas.

 

 
Ter uma base de alta qualidade é fundamental para reduzir a desigualdade educacional brasileira.  A Base Nacional Comum Curricular é um dos poucos instrumentos de política pública que podem transformar um sistema educacional de forma abrangente. Porém, ela não foi bem debatida e aprovada as presas depois do real Conselho Nacional de Educação ser dissolvido do Governo Dilma Rousseff. Essa Base Nacional Comum Curricular aprovada pelo MEC – Governo Temer  é uma aposta arriscada, pois se não houver recurso para implementação e formação de professores, corremos o risco de desorganizar um sistema que já é ruim, e aprofundar diferenças. Não há milagre, não se faz melhora educacional só escrevendo um documento, é preciso um investimento massivo, de bilhões de reais por cinco ou dez anos, com gente tecnicamente habilitada para fazer a coisa funcionar. Resumidamente, ela tange ao fracasso.  
 
Porém, temos que ter o seguinte em mente: Educação precisa ser significativa para o aluno, como dizia Paulo Freire. Não se pode aprender ciências em Manaus e em São Paulo da mesma forma, mas há tópicos e ideias geradoras que são comuns em qualquer lugar. A Base Nacional Comum Curricular precisa seguir a tendência internacional de bases que focam em poucos tópicos, vistos de forma mais profunda, em vez de uma lista de 150 conteúdos superficiais que o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende. E esses tópicos geradores podem ser adaptados pelos Estados e municípios de acordo com a sua realidade.
 
Na Amazônia, talvez haja ênfase nos estudos da vegetação, em São Paulo, na poluição. Mas esse processo de adaptação precisa de um assessoramento muito bom, a capacidade técnica de criar currículos adaptados é rara na maioria dos municípios.  Ou seja, se essa nova Base Nacional Comum Curricular não tiver apoio maciço de ajuda federal principalmente, as desigualdades regionais serão exacerbadas.
 
Para mim o Ensino Médio sempre foi parte da Educação Básica que deve visar forma um cidadão para sociedade, coisas diferentes devem ser vistas em uma formação técnicas em período de aula oposto de sua escola básica, como por exemplo, a formação em uma Escola Técnica. Se a Escola de Formação Básica falhar na tentativa de forma um cidadão para sociedade, o resultado é o que vocês vêm nos jornais e ao longo de suas vidas. Já forma um profissional é reponsabilidade das Escola Técnicas. Mistura essas coisa podem resultar em graves problemas.
 
 
 

 

Curiosidade: Olhem aqui, o que o MEC anda fazendo:

 

MEC quer censurar curso da UnB sobre o golpe de 2016.pdf (91697)

 

 

Observação: É extremamente necessário para o fim da Autonomia Universitária e para o bom funcionamento das Universidades Federais que elas escolham seus Reitores de forma democrática e indiquem  eles ao MEC para nomear os mesmos. Eliminando, assim, o processo de lista tríplice.

 

Olhem aqui agora a Mídia:

 

Olhem a reportagem a baixo do Jornal Agora do dia 16/04/2018:

 

 

"Ter Matéria de Sociologia e Filosofia como disciplinas obrigatórias prejudicou o aprendizado de matemática e linguagens (português), principalmente entre os alunos de baixa renda."

 

Resumidamente: povo burro é fácil de ser controlado para não lutar por seus direitos e deixar os poderosos e as elites dominarem eles.

 

Ora, bastaria aplicar o método de ensino Kumo Japonês de Ensino, com materiais auto-explicativos e com bastante exercícios resolvidos, que sanaria esses deficiências. Coitado do povo na mão desses governantes.